Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Das tardes de Power Rangers

Descendo a ladeira não da Vó Salvelina mas da popular dona Manelina, a guiar uma bike velha para com os amigos revezar umas voltas na pracinha, até chegar as 16:00h para ir assistir aos Power Rangers na casa da irmã de Vó Quita, lá onde tinha o Walas e Dona Darci querendo assistir ao Padre Marcelo em mais uma missa e o Walas com as suas piadas e brincadeiras infinitas e quem não lembra do Dé chegando 'cheio do mé' depois de umas 'canjebrinas', então para a rua 'a gente' ia, passávamos na casa de Báu para o doce rapar do tacho já no final do dia, descia pela Rua de Trás para a 'Manga de Eli' enquanto uma fresta de luz no Paredão, do sol persistia, e atravessando o canavial para o terreno de Teci a turma ia, arrancando algumas canas vencendo os inimigos, era o que entre nós se dizia, todos mascarados com as camisas nas cabeças, os Power Rangers se diziam, até Teci aparecer gritando e milagrosamente todos desapareciam, não éramos Black Blocs, apenas mais uma brincadeira do dia, correndo, cansados na praça chegavam todos e juntos a gargalhada 'comia' e a frestinha de luz que estava por cima do Paredão, o sol dava tchau, se ia. Todos suados, um a um se despedia, sem hashtag para casa partiam, era apenas um 'falou' porque logo menos todos de volta na pracinha estariam a aprontar novas travessuras que não conto agora vou deixá-las para outro dia.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Segunda-Feira

'- Primm, primm, primm!'
Toca o celular, avisa que é hora de acordar, então tem se que levantar, e tudo o que pensa é que tem que trabalhar. Já de pé, põe-se os dentes a escovar, um copo com leite em seguida para esquentar enquanto a roupa vai trocar. Tomando o leite olha a previsão do tempo no celular, espia pela janela para confirmar, pega as chaves para zarpar, mas antes um copo sujo na pia vai deixar. Espia, já na rua, um ônibus a se aproximar, corre atravessa a avenida para antes no ponto chegar, e então consegue no ônibus embarcar, porém a viagem na frente e em pé vai ter que uma parte realizar, pois a lotação é tamanha que já não dá para contar tantas pessoas em pé tentando e sem conseguir pela catraca passar. Difícil é ter ainda mais duas integrações para efetuar, mas para uma segunda-feira deveras difícil ser, é deixar a saber, é dia que o salário na conta vai pingar e para terminar, abusando do infinitivo que o dia vai nos encharcar, pare de ler, "Bora...TRABALHAR!"

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os cavalos de Eli


Um pônei que era de Túlio, que foi de Flávio, que na verdade era de Eli, que na verdade era de todo mundo ali. Todo mundo queria ver o pônei, andar no pônei, porque era o diferente, pequeno, bonito, manso...e todo ali mundo era eu, Túlio, Flávio, Uriel, as vezes camarão, as vezes não. As vezes íamos no paredão, atras dele, as vezes ele tava na manga de Eli, as vezes no brejo, as vezes no São José, Canguçu, as vezes sabe lá deus aonde...se deixasse seria criado feito animal de estimação no quintal de casa, mas havia Eli para controlar certos impulsos. Época dos cavalos de Eli, da Sapateira, Eclides, do Cavalo de Arnaldo, que era de Túlio, que era de Flávio, que era de Uriel, que era de Eli, que já havíamos tentado mudar o nome mas nunca pegou o que ficou foi esse mesmo, era melhor para andar, talvez...tinha também o Juarez, mestre das brigas, cerca não o inibia, distancia tampouco, sempre ora vinha, ora fugia...e quando vinham os cavalos de Eli para a praça, descendo do Canguçu  para cuidar das clinas, das patas ou pés, escolhe como quer...a meninada toda em cima dos algarobas, para ver aquela festa, pois ali vinha também o Cavalo Pintado que era de verdade e era de Almir, um dos mais belos por ali, bem, e Ril que montava nos cavalos sem corta ou cabresto, era admirável...e o pônei lá, e 'tulhão' sempre babando...sempre que vinha do Bonito, bem, bonito mesmo era a nossa turma andando por aí, a cavalo a pé, correndo de gado aqui e acolá, vida boa de inventar...um dia o pônei morreu, como de se esperar a gente padeceu, uma tristeza nos abateu, e tulhão não queria deixar que os urubus...fazer o seu trabalho, mas é o sistema, uma cobra o atacou...fora levado lá para os fins do paredão, enquanto a lagrima caia voltamos em consternação,  unidos e inseparáveis, do Lobato pelo areão, e naquela desolação fomos para casa de Walair, ali nos veio o conselho e a distração, assistindo os cavaleiros distanciamos daquela situação, no fim do desenho já éramos só animação, nem entendíamos que aquilo tinha lá sua razão era a natureza em sua manifestação, e assim uns nascem, outros morrem, uns são amigos, outros parentes, outros irmãos...e assim seguíamos sem perceber a nossa união, ser criança, uma benção.


Ilustração by JV Munduruca!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mais de nós em nós mesmos

Nascidos e criados para acreditar que somos uma metade, e que vivemos em busca da outra metade (cara-metade). Ninguém é metade de ninguém, nos tempos atuais há ainda pessoas que se apropriam do direito de gostar de alguém como se este alguém fosse uma posse sua, e leva até os extremos este suposto 'direito' de posse, e acreditam com afinco nisso, que acham que a vida de ambos não pode mais prosseguir se não for juntos. Na era da informação, globalização, o que vemos ainda é um sentimento possessivo intitulado de amor.
Quando se ama, se quer estar juntos, fazer o bem, tornar a pessoa amada feliz. Tem que saber respeitar o direito do outro, entender que deixar a pessoa livre para escolher o que achar melhor, é uma demonstração de amor, carinho e afeto. Todos precisam de espaço, amar não é prender a pessoa, não é achar que não pode viver sem uma pessoa, que sua vida não é nada sem "fulano ou sicrano", que não faz sentido viver sem ele ou ela...amar alguém não deve ser uma necessidade pra viver, deve antes ser uma vontade, resultar sempre num bem para todos envolvidos.
A busca pela alma gêmea faz com que as pessoas passem a vida nessa procura sem fim, talvez, procurar entender a si mesmo, seja o caminho para a felicidade, pois passará a entender o que realmente precisa e gosta, e que quando querer alguém será pelo fato de querer estar junto, de fazer o bem, será um desejo de convivência e não uma necessidade de vida.
Amar sim, ser metade não, afinal, ninguém nasce metade pra passar a vida em busca de outra metade...deixar a pessoa livre não é falta de amor. Ame a si próprio em primeiro lugar, pois amores hão de vir e ir, mas você estará com "você" pra sempre, talvez a metade que nos falta seja entender e amar a nós mesmos.
Afinal, já dizia o poeta:
 "...E assim, quando mais tarde me procure...
...Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."


Ilustração by JV Munduruca!

sábado, 21 de maio de 2011

Dos primórdios até hoje em dia...a tolice da pureza!


Da época das aulas de História, dos tempos bons, em que ficava a imaginar aquelas guerras dos livros, e que chegava a pensar, no auge da inocência, que aquelas guerras podiam nem ter acontecido, talvez fosse só história, e isso justificasse o nome da matéria. Lá nos confins do interior da Bahia, regado de muito sol e na companhia de muita poeira, me sentia agraciado por não ter vivido época das guerras, que era somente coisa dos livros. Um trabalho de escola, um debate...
Enquanto houver homens que acreditem numa nação "étnica-pura", uma só religião, haverá guerra, enquanto houver guerra não existirá a paz. No Oriente Médio onde se faz da fé escudo para a execução da barbárie, enquanto se usar do terror como meditas anti-terroristas, os conflitos ão de se perpetuar. Um país que tenta, não dominar o outro, o seu povo, seu território, seu petróleo, não colonizar, mas tenta exterminar uma raça, pois só a humilhação não é o suficiente, então, se destroem casas, centros culturais, estradas, derrubam todas as árvores possíveis, corta-se o fornecimento de energia, a agua, desumanizam um povo e o mundo assiste aos episódios midiáticos. Israel tentar eliminar os palestinos, uma espécie de Holocausto, os EUA uma vez com George W. Bush, apoiara Sharon afim do petróleo barato, para isso inventaram conspirações, bombas químicas, terrorismo, e usam da velha máxima popular, "o ataque é a melhor defesa", e se dão carta branca. Eis que o Barack Obama surge com mais uma novidade na diplomacia americana, em seu último discurso. Todavia, sozinha, a posição de princípio não muda muita coisa, contudo, o presidente americano pode até querer um dia apostar no diálogo entre palestinos e israelenses, mas sabe que, a um ano e meio das , eleições, não é este o momento certo para pressionar Israel, sob o risco de perder votos decisivos, afinal, seu momento político não é lá dos melhores apesar do caso Bin Laden, porém, foi o reconhecimento da urgência de duas questões específicas do conflito: o status final de Jerusalém e o direito de retorno dos refugiados palestinos, o que mais chama atenção, coisa impensável na era Bush. Palestinos, humilhados, encurralados, se enxergam sem saída, e aí está o "perigo", a extensão dos conflitos, pois como já dizia Sun Tzu "-Quando o inimigo estiver sem saída, lhes dêem uma saída, ou então, perderá milhares dos seus com a resistência". Como escreveu Otávio Paz: "Num mundo fechado e sem saída, no qual tudo está morto, a única coisa que vale é a morte"... e ão de multiplicar os mártires. De um lado, a Fundação violenta do Estado de Israel, e do outro, o terrorismo...ambos agem erroneamente, o diálogo parece não caber neste roteiro.
Que os estadistas, governantes, diplomatas, que encontrem um caminho, leve à soberania a todos os povos. pois se não. até quando poderemos nos chamarmos de "nos?". Usem da razão e sigam o coração, a lembrar: "O coração, que estará sempre do lado da vida, ele nos diz que é melhor viver e viver juntos ainda que separados, do que morrer um pela mão do outro no ódio.*" Com uma atitude simples, como pedia Bob Marley, "Se todos se derem as mãos, quem sacará as armas?"..., o mundo seria abraçado, e eu tão somente veria esses assuntos em trabalhos e debates escolares.


*Un très proche Oriente, Paroles de Paux.
Imagem 1 do site pyndorama.com
Imagem 2 do site blig.ig.com.br/geomarcelocoelho

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Para o momento faltou o Da Vinci!


Quando ali postado ao lado encostado no batente da porta da cozinha, a admirar a conversa de neto e avó, coisa rara para os nossos dias, a conversa ia de assuntos corriqueiros, desde novelas, a parentes, distantes e próximos, a animais e roça, e a fumaça continuava a sair do fogão à lenha e tomar conta da cozinha nos transportando ainda mais para o clima bucólico, coisa de interior e que tinha a graça da singularidade de cada caipira no modo de conter a fumaça, a bem dizer que ela ainda espantava os pernilongos visto que repelente ali era coisa de gramfino e que ali todos estavam distante dessa condição, porém, à mesa estava dois pães e um pedaço de bolo, e ali se aprenderia o dom da multiplicação, do trabalho em equipe e do respeito, coisas de culturas tão diferentes e vivenciadas em conjunto por assim dizer. O sol latejava no chão do quintal, e por entre as plantas ia fazendo a sua peneira por todo o terreno, pássaros nas gaiolas a cantarem, mais pela vontade de sair, poder voar de galho em galho, do que pelo sol visto de dentro das gaiolas, pois a graça aos olhos alheios era seu mais terrível sofrimento. Se vira o amigo a cortar o pão não fora por acaso, cada um em dois pedaços e o bolo em quatro, e a cada pedaço ia se dando o nome de cada morador daquela casa, de cada membro daquela família, situação unica, jamais presenciada no seu próprio lar, visto que cá em seus territórios haveria discussão até para buscar o pão ainda que fosse dois pra cada membro da sua família, a briga persistiria e aquele dia não mudaria o cotidiano em seu lar, porém...depois de partidos todos os pedaços e os nomes dados a todos, eis que ele pega o com o seu nome e o oferece um pedaço, e esse seria o pedaço do pedaço do pedaço do bolo, e se não aceitou não foi pelo pedaço e sim pelo que o deixara perplexo, coisa nunca vista, divisão tão bem executada e sem desavença, como aquilo fora possível, como aquilo acontecia entre humanos, parecia impossível de acreditar...uma espécie de que nem vendo acredito...ele saboreava o seu pedaço e insistia para que aceitasse pois estava muito bom, não aceitar era se pôr em seu lugar e entender que aquele tipo de respeito e cuidado ainda não lhe cabia, a saber que os de cá não o fariam daquela forma, alguém comeria um pão ou até os dois, o outro bolo e alguém ou uns dois ficariam a mercê da fome...não necessitava daquele pedaço de bolo, mas sim do aquele pedaço de bolo passara a representar em seus dias, e que o significado de família e amizade era muito além do que compreendia até aquele momento, e que a fartura está em atitudes de benevolência, e que lembrar dos outros não é só sentir saudades e sim cuidar em cada ato de "pouca importância", nunca não duvidar do óbvio...não transforma-se vinho em água, nem tampouco água em vinho...aprendera que um pedaço de bolo não mataria a fome de quatro pessoas, mas que cada pedaço daquele bolo tornaria cada um melhor que antes, que cada pedaço de pão naquela casa tornava o emprego da palavra família ali mais adequado do que em qualquer outro lugar em que estivera até aqueles dias, que para ser melhor não precisaria comprar todos os bolos do mundo ou todos os pães do planeta, vira que era preciso tão somente dividir, e que esta era mais acessível e menos tentador na inversão da multiplicação, e sem que lhe fosse dita uma palavra com tom de ensinamento, aquele - Quer um pedaço? mostrara mais que os olhos pudessem enxergar, que ele sairia dali com a sensação de aprendizagem saciada, e orgulho pelo amigo aumentado e por aquela família também, e ele com a fome amenizada pelo pedaço de bolo...pelo trago de pão molhado no café que por essas alturas exalava o seu cheiro por toda a casa e disputava na cozinha espaço com a fumaça, o pedaço de pão, pedaço de bolo, raios de sol que entravam pela janela e refletiam no fogão à lenha na busca pelo café, o cantar dos pássaros que invadiam com maior fervor a cozinha, um neto, uma avó, um amigo...que se ali fosse noite seria a grande ceia, senão fosse cético seria santa, que se casa não fosse estábulo seria...tudo ali constituia um quadro quase perfeito do que deveria ser o homem. Talvez nem Michelangelo e nem Da Vinci conseguisse imprimir o que ali se passava, talvez com um Silk Screen passasse a catarse da sua alma, talvez...dias raros!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mundo melhor é você.


Muito pensei esta tarde sobre o que postar, afinal, há muito nada escrevo. Dentre tantos acontecimentos nesses últimos dias, em que as atenções se concentravam e dissipavam dia após dia, em rumos opostos, paralelos. Dia em que começou com o tão badalado casamento britânico, um mundo parado para assistir a união da plebéia e o príncipe da monarquia inglesa, milhões de dinheiro para a realização da festa e milhões de pessoas dispostas a pagarem a conta, e a engenhosidade da publicidade e marketing tão bem executados que o mundo parou para ver e eu lá no trabalho querendo tirar as pessoas do refeitório para ir iniciar a jornada de mais um dia de trabalho, afinal, alguém vai ter que pagar essa conta. A realização de um conto de fadas, mas o meu dia foi mesmo. Como se não bastasse, lá me vem o Vaticano e sua manobra de marketing e publicidade tão bem elaborada, afim de fazer o mundo se voltar para Roma Católica e encher os cofres um pouco mais. O Papa João Paulo II vira santo, a Igreja ganha adeptos, o mundo pára para vê-la, e a economia se movimenta. Fatos que nos fazem lembrar dos tempos de escola, dos Impérios...em qual estar maior encanto?, e como nos tempos antigos, Monarquia e Igreja disputam domínios, mas não através da força pois o mundo parece ser outro, parece...publicidade de uma Monarquia encantadora, de conto de fadas, de união de príncipe e plebéia...de uma Igreja de ações milagrosas, de salvação, na tentativa de acordar corações adormecidos...
Mas no mundo moderno, o fato de maior destaque, e para surpresas do marketing da Monarquia e da Igreja, surge o Império dos EUA, e noticia a morte do homem mais procurado do mundo, afinal, o mundo é os EUA?, bem...e num golpe de marketing e publicidade rouba a cena e muda a direção dos olhos do planeta para a América e na briga por domínios, aquele que se estabelece pela força continua a ganhar...e a morte parecer ser ainda o maior propulsor de atenções...e nem conto de fadas, nem milagres...a morte é mais real e o ser humano ainda vive com os pés no chão...e até que 2016 chegue e a China passe os EUA, eles coloquem os pés no chão também, nada foi tão mais comemorado que a morte do Osama Bin Laden...E nada me chamou mais a atenção essa semana do que a minha vontade de ficar em casa e perceber que há sensações que só o templo de sua casa pode transmitir, e que escrever e ler é o meu maior recreio, se acompanhado de um café então. E de tudo que aconteceu e acontece nesse momento, deixo palavras de Einstein, pois pra tudo deve-se mais transpiração que inspiração...

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O desdém não visto(próprio)


Acordou, levantou, se arrumou e saiu para o trabalho, eram 6 da manhã...e trabalhou, trabalhou e trabalhou...as 22:00horas saiu do trabalho e foi pra casa naquele ônibus típico do paulistano...e lá se ia mais 2 horas do seu dia...encostou a cabeça na janela, pois por sorte conseguiu se sentar dessa vez e na janela, coisa rara...apesar do horário...começou a pensar...
Tudo tem seu tempo e isso é maravilhoso, como já dizia Drummond...em Cortar o Tempo...
Tem-se o tempo de apaixonar-se, e de ser solteiro...
A derrota para alguns é tão difícil de ser assimilada, que se transportam para um mundo tão seu, que passa a não perceber o quanto fora do real estar a viver, se embebeda na sua loucura...para não admitir que as coisas não saíram do jeito em que queria...já não sabe a diferença entre sanidade e insanidade...não compreende o desprezo e o confunde com desejo...o poder de receber um não, não é ouvido e sim visto...palavras são palavras...Se passa grande parte do tempo se policiando, para se dizer que é o que não consegue ser...tenta iludir a si mesmo...e como disse Mario Quintana:"- Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem." E nos milhões de palavras policiadas e jogadas ao vento para que cheguem aos ouvidos alheios se desfazem em ações contrárias...uma atitude, sem palavras...não há palavras de conforto que faça voltar o defunto...e o que antes se fazia status o estatiza no Estado do ridículo...e na sua mania de grandeza torna-se uma pequenez...e não podendo ser Nero ou Luís XIV...tenta transformar a "outrem" num mero pierrot...e a sua lucidez escassa passa a ser o momento de recreio nos que um dia "veio e creio nos seus anseios"...
O ônibus pula num buraco e ele bate com a cabeça no vidro, volta a real, olha o relógio e presta atenção a rua...levanta é hora de saltar...logo...desce e vai pra casa...um ser platônico por assim dizer...enaltecido de Quintana ela vai adormecer...

DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...
Mário Quintana

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ainda bem que temos Memória...#PrasempreR9


Lembro ainda moleque, era dos games, lembro do Super Nitendo, e daquele jogo que fazia a cabeça de todos os meninos da rua, da escola, do bairro e do mundo sem dúvidas..."Ronaldinho Soccer 98", uma febre...Lembro ainda como se fosse hoje, todos querendo jogar com o Barcelona, todos querendo o craque em seu time...lembro da final da Copa 98, lembro da tristeza...da farra que a gente fez na casa do meu primo "Flávio", só menino, tudo moleque...farra regada a carne na assada e muito refri...como é preciso pouco pra ser feliz(as vezes)...alí ainda era no diminutivo...mas era já o "Fenômeno" e sempre será...lembro das lesões...aquela na Inter, em mais uma arrancada...ímpar.
A tristeza, que viria a ser superada mais uma vez, assim como a final de 98...que lindo calar a boca de muitos...não tive a chance de ver Zico, Garrincha, Pelé, etc...jogarem...mas vi Romário, Bebeto...mas e vi o "Fenômeno" já mais entendido do futebol...ele não representava um time, sim, um esporte, o futebol, a arte de jogar bonito, de fazer belos gols, as arrancadas(como aquela no Barça...), era uma alvoroço só em ele pegar na bola...nos estádios eram três torcidas a cada jogo: Uma do seu time, uma do adversário e uma do "Fenômeno". A sua volta a seleção na Copa 2002, foi genial, uma mar de gente que acreditava e uns poucos que não acreditavam...e agora já não mais no diminutivo, ele lá estava e fez o que fez...fez o país se vestir de Cascão, fez um mundo se vestir assim...e o seu já era ecoado em todos os lugares do mundo...representava alegria em qualquer lugar deste planeta e representará sempre...e eu no meu platonismo-fanático de torcedor acreditava em vê-lo na seleção mais vezes, afinal, pra se ter um "grafite" numa seleção de copa, um time do Brasil, era mil vezes o "Fenômeno", gordo ou não, sabe jogar mais do que os que ali foram...mas era a Era Dunga, e nós os zangados...a sua volta à pátria...e aquele gol contra o Santos, no estilo PS...encerram as dúvidas, um craque sempre craque...O mundo parou pra ver ele parar, os olhos encheram de lágrimas, e o que se viu foram muitos homens a chorar em rede nacional, o que se sentiu foi a perda de um filho, o mundo chorava a perda do filho prodígio do futebol...Ronaldo em campo, era torcer pro Corinthias perder e o Ronaldo fazer gol...afinal, ele não representava um time, ele representava o encanto que tem o futebol...#prasempreR9.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o Mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Agora é "televisionado", é ao vivo!

Desde o final de semana venho pensando sobre o que postar, algumas idéias já veio a mente, mas nada foi escrito. Pois bem, vamos ao exercício de cadeira!
Passei o fim de semana lembrando dos meus tempos de escola, Ensino Médio mais precisamente, não que a nostalgia tenha me sucumbido, não é pela distância dos amigos e nem das meninas. Tenho lembrado do tempo das minhas aulas de história, da professora Marly Jane, e dos assuntos com maestria ali tratados(e como sofríamos), mas tínhamos as melhores aulas de história, fato. Tenho pensado como naquela época pensava eu que as guerras eram coisas do passado, que aquilo era coisa em que só se via nos livros. Desde os medievais até a Segunda Grande Guerra, e outras. Que ditadura era coisa do passado, que o ser humano estava mais humano, que o século XXI estava caminhando para o aperfeiçoamento das relações humanas, mera ilusão! Via nos filmes de guerras uma beleza bélica, mas que não passava de arte, e que a arte tem o poder mudar o fim das histórias, de embelezar o trágico, um exemplo; o filme "O Gladiador", quando o assiste não se pensa nas atrocidades em que o governo cometia e sim num semi-deus em que ficamos rezando para que volte a arena. Enfim, como dizia meu professor Gildeci de Oliveira Leite, a literatura(arte) pode dar um novo fim, pode transformar o impossível em possível. Mas o que ocupou minha mente de fato foi os acontecimentos recentes sobre casos e mais casos de ditadura, censura, apedrejamento, politicagem e cenas que se repetem ao longo da existência humana, parece as vezes melhor não ter sentimentos, ter só razão, mas razão é coisa do homem também. Acontecimentos como o do Egito, Tunísia me fazem sentir saudades dos tempos de escola, das minhas aulas de história, de poder acreditar que coisas só aconteceram num passado distante e jamais voltariam a acontecer..mera ilusão! Só de lembrar do movimento dos "Caras-Pintadas", "Diretas-Já"...que estudei na escola e que jamais se repetiria neste país, aí você pro Planalto e quem está lá de volta?, não tardará e ele lá chegará e chegará aclamado. E como já dizia a letra da música: "Que país é esse?", mas não..."Que povo é esse?".
Depois desse fato constatado, da volta triunfal, o que me resta é para por aqui meu post e algo bom, enfim, no MSN tem algo que me faz sorrir como nos tempos da escola...ela...salve a modernidade, evoluamos mais na relações humanas, assim como temos evoluido na tecnologia!
À nação
Conversa entre amigos
Para ilusão dos nós
Muitos bestificados e bestas
Inclusive: VOCÊ.
Romaro Veloso
09/09/05

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A despedida de uma Libertadores!


O dia pode começar de todas as formas possíveis que você nunca saberá como ele irá terminar. Pode começar bem, como uma ligação de alguém especial, de um trabalho especial, enfim...pode começar acordando atrasado para ir ao trabalho. O dia pode começar e logo acabar a energia em sua residência, mas pode acabar a noite depois de um belo resultado de futebol.

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
(Daí surgia o primeiro gol)
(O alarido tomava conta da capital)
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
(A surpresa do já "sabido" de todos)
(Olhos arregalados, cabeças a coçar)
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos dez-se a última chama
(Já era conter o pranto a muito contido)
(As emoções ficam pelo avesso)
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
(Subia na mente mais uma vez: Se...)
(E todo riso era agora choro; saía o segundo gol)
De repente, não mais que de repente
(Tudo se repetia...Eu nunca vou te abandonar!)
Fez-se de triste o que se fez amante
(O sonho de Libertadores virou tradição...sonho)
E de sozinho o que se fez contente
(Era cada um FIEL ao seu sofrimento, se isolavam)
Fez-se do amigo próximo o distante
(A nação era agora, cada um, um corpo ilhado)
Fez-se da vida uma aventura errante
(Continuaria a não navegar pelos mares nunca d´antes navegados)
De repente, não mais que de repente.
(Como uma comédia romântica inversa, fez-se da alegria o pranto)

O dia reserva surpresas, maravilhas, alegrias de uns, tristezas de outros. Há coisas que não nasceram uma para a outra, deve-se compreender isso, não se pode querer atravessar o oceano a nado.

"Tudo em ti era uma ausência que se demorava:
Uma despedida pronta a se cumprir."





quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Na falta do que fazer, nunca me faltou coragem.


Partiu, não olhou pra trás, não quis saber do ia ficar, não arrumou as malas e nem tampouco levou mágoas, simplesmente cumpriu o que havia falado. Uma decisão tomada não é um rascunho.
Entre idas e vindas da outra parte, se manteve firme e se avisou que a sua decisão seria definitiva. A razão deve ser usada independente de que tipo de relação está se tratando, tudo tem sua graça, até as revira-voltas que ocorrem ao desdém de sentimentos alheios. Sim tem graça, um lado motivacional e nada além...
Agir com emoção é algo do qual se fala constantemente, porém, a emoção de não se emocionar, de deixar de lado o coração e agir mais com a razão torna as pessoas mais coisas se visto com o "coração". Razão não é sinônimo de falta de emoção, é sim ponderação entre ambos é um equilíbrio necessário para amenizar o sofrimento humano. Ele vivia seus dias como se fossem rascunhos do mês, os meses rascunhos do ano e os anos como rascunhos da vida. Vai se programando os dias que virão, desenhando cada ação a ser tomada, como quem escreve a redação a lápis para depois passá-la a limpo. Sempre escrita na cor azul, por isso quando as contas passam o ano no vermelho é o sinal que fomos reprovados na redação da vida real, pelo menos no campo financeiro. Toda decisão deve "meticulosamente" pensada, deve-se analisar todas as possibilidades e chegar a um senso comum com as idéias que regem a sua filosofia de vida, o circulo em que está envolvida a decisão a ser tomada. Todos os ciclos devem ser fechados.
Quando a razão e a emoção não chegam a um senso, e se está em conflito interno deve-se sempre ter a paciência de continuar a analisar as possibilidades, decisões na vida pessoal não são como uma definição de quem vai cobrar o pênalti.

De tanto esperar, me chega o desejado
Dúvidas podem sucumbir-me, tentar
Uma decisão, nela não se pode "titumbiar"
O medo deixa-me mais encorajado

O ser ocupa-me todo o tempo acordado
Se durmo é só um pestanejar
À sua lembrança me coloco a dedicar
Dias viram anos pelo tão esperado

A timidez aqui tem se balbuciado
A emoção o ensejo em se revelar
Tudo é certeza, não há o que duvidar

Basta o coração por ti acelerado
Incerteza, a razão me fez superar
A muito esperei para se concretizar


Não tive como fazer em rascunhos, nem tomar as decisões para depois pensá-las, tive tempo pra todo tipo de mecanismos para afastar as dúvidas, elas se extinguiram. Toda atitude deve ser pensada. Uma decisão não é um rascunho.






terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Saldo de #Natal!

Bem o feriado de #Natal foi tranqüilo, trabalhar na véspera, sair as 18hs, ficar no posto do lado da loja até as 21hs bebendo e trocando idéia enquanto a família reunida em minha casa e eu nem sabia disso...hehe, todo mundo ligando pra eu ir pra casa.
Em casa família, comida, eu já bem loko de breja e Ice, amigos e mais brejas... duas da matina, só nós né, saímos de rolê por Diadema(que pra variar não tinha nada), aí voltamos pra Sampa e fomos numa baladinha(diiivagar), nunca vi tanto homem juntos num lugar só, não demoramos nem 5 minutos e saímos de novo(só pra gastar mesmo) e voltamos pra minha casa com os amigos, afinal, breja por breja, se bebe em casa mesmo. Encostei no sofá e dormi pra variar...hehe(já tava marcado pra descer pra praia no outro dia).
No outro dia teve uns movimentos aqui na rua pra meninada, rua fechada, e nós com mais breja né, fazer o que...breja aqui em casa e na casa dum pessoal ali na rua da frente(mais churrasco), ou seja, animação o dia todo...a noite umas 19hs Brown desceu com uns amigos dele e logo depois eu fui com outra turma...
AS 22hs estava nós na praia, aí amigos, só farra e breja e tudo mais...só não encontramos Brown e o resto da galera, o Zé tava com o celular descarregado e não tinha o número de mais ninguém...hehe...3 da manhã pro carro dormir(osso, que desconforto)...
As 6:30, por aí, já ia a tropa pelas calçadas atrás de café...as 7:30hs já no mar e brejas...o dia foi de muito mar, surf, brejas, camarão...a noite "voltemuu"...
Um pequeno imprevisto, e um logo atraso na volta, por causa de um problema no carro, vai achar um mecânico naquele lugar, só pra arrumar uma válvula pra ligar a ventoinha pra não esquentar o motor, mas eis que apareceu o cara, Jorge, arrumou tudo e voltamos, num trânsito típico, e chegamos aqui umas 21;45hs +ou-, e ainda tinha um rolê pra fazer, mas tomei banho deitei no sofá e acordei as 3 da manhã e fui pra lençois..hehe
O saldo é positivo, pois não tive ressaca...ah, o espírito natalino tomou conta da tropa, ou melhor, e a real, o espírito de feriado, afinal, ninguém lembrou o significado do #Natal(em tempos modernos, é venda e feriado),mas também, ninguém sabe mesmo na tropa(sincero).
Na segunda o #Natal já é coisa do ano passado...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vida, #doce #vida!

Não para de aparecer notícias sobre assassinatos, de todos os tipos possíveis e impossíveis. Na aula de história em que se aprendia sobre os antepassados, sobre as guerras em que pareciam ser só história de livros, que jamais se viveria para ver algo parecido em tempos modernos, onde o homem é um ser totalmente racional, mera ilusão. A ilusão de acreditar de o século XXI, seria de tempos jamais imaginados, com o avanço da tecnologia para o bem da humanidade, porém, essa mesma tecnologia também pára o bem da humanidade, o ser humano. As coisas evoluíram e acontecem em proporções maiores, transmitidas em tempo real para o mundo inteiro, coisas que tiram pessoas do anonimato, que levam a fama, que denunciam, coisas que não passam desapercebidas. Os medievais tinham a honra para manter, existiam os duelos entre os guerreiros, onde se mantinham a honra da família entre outras coisas, porém, era olho no olho, as vantagens eram o vigor físico, a habilidade com a espada, não se matava pelas costas, isso uma certa ilusão de sensatez, de respeito.
No mundo moderno, o homem mata pelas costas, em emboscadas e tantos outras "trairagens". No mundo moderno se mata por um real, por um cigarro, por religião, por terreno e por muitos outros motivos de tamanha importância. Talvez a internet, o carro, a moto, o vídeo-game, o cigarro tenham adquirido valor maior nas relações humanas do que o simples abraço, aperto de mão, seria uma preparação para a relação do futuro, entre homens e máquinas, uma relação tratada com muito mais afinco. Nos tempos modernos passa-se mais tempo em frente ao computador do que qualquer outra coisa, já não existem mais o freqüentadores de banquinhos de praças, já não há praças, praças são sinônimo de decadência, onde se encontra a pobreza, os pedintes, os usuários e os raros que acreditam na magia que uma conversa de banquinho de praça pode trazer e que nem mil gigabytes conseguem trazer e nem imagens 3d conseguem demonstrar. No século XXI, não precisa estudar as guerras do passado, entender os desbravamentos, conhecer sobre os povos, lê a pré-história para entender o presente, afinal o presente é na verdade algo que ninguém deseja ganhar de Natal, nem de aniversário. Guerras acontecem e são transmitidas em tempo real, não precisa de livros e sim de televisão, é necessário apenas sair de casa para aprender o que é o homem moderno, a guerra acontece do outro lado da rua, na fila do ônibus, no trânsito, no trabalho e em tudo que rodeia o homem.
O homem do século XXI é a máquina de engenharia perfeita que não consegue funcionar nem automaticamente e nem manualmente, o mundo moderno se humanizou e o homem moderno se mecanizou e o fruto dessa relação; A #vida #banalizou.
Humanização!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

DO FUNDO DO BAÚ parte1

Li um dia em "O Capital" de Karl Marx, certo, era uma tradução a qual não há em minha memória o nome do tradutor, desculpe-me por tal falha. Bem, vamos aos "poréns". Me intrigou uma passagem em que Marx revela que somos apenas "a força de trabalho" e que por mais que ganhemos, ainda assim estamos perdendo, não dito assim literalmente, pois não me vem na lembrança à transcrição do texto, bem percebe-se em mim um sujeito de pouca memória, porém não sofro de amnésia. Mas voltando ao Capitalismo, (sou ignorante nesse assunto, mas não me deixo calar), este sistema que nos torna máquina, faz com que achemos que há patrões bons, bem, ou são honestos ou não, há uma certa diferença, todavia, ao comparar este sistema com a nossa política vemos a íntima relação existente, onde existe uma diferença maior na política. Tratar-ei do caso anterior, os patrões "honestos" são ditos com bons, e digo mais, é vergonhoso ver brasileiros reclamarem dos políticos, quando são eles próprios, os cidadãos, que fazem essa tal política que aí impera, o seu "slogan" é convincente e forte: "Rouba mas faz". Esses são os bons políticos, os ruins só roubam e nada fazem, infelizmente, são duas categorias que imperam no país, é triste só que verídico.
Bem, a grande diferença é que no Capitalismo bons são os que cumprem som suas obrigações, mesmo que ganhem sempre; na nossa república bons são os que fingem cumprir com as suas obrigações.
Bem, deixem-me ir, porque tenho que ver se consigo fazer com que eu seja mais uma "força de trabalho", pois sofro por ainda não ser, é sofro! Num mundo capitalista ou se torna uma "força de trabalho" ou não se vive, isto é indignavelmente aceitável, agora, continuar a APOLOGIA à nossa política é inaceitável, ou buscamos evolução, afinal somos os alicerces, vamos lá "povão", é a democracia que nos obriga ao voto pela livre escolha, pois então, continuaremos a viver como nossos pais. A LINDA MÁSCARA


domingo, 8 de agosto de 2010

Lavando a alma...

Cada um lava a sua própria alma a seu modo. Uns com oração, uns com paixão, uns ainda que com vingança, mas eu, com música. Nada lava mais a min
ha alma do que a música (se é que temos alma). Essa semana foi interessante, fui na quinta-feira, no Citibank no Transamérica Rock Show (Pitty, Detonautas e Biquini Cavadão), estava muito bom apesar do frio que está fazendo em São P
aulo e ainda ganhei o cd do DRC Acústico. Cheguei em casa por volta das 3:40 da manhã, pois saindo do show fui lev
ar um amigo na casa dele lá em Interlagos (do lado do autódromo), mas voltando ao show, foi muito bom, deu pra curtir bastante.
Hoje (ontem na verdade, 01:18) fui no Hangar 110, no show do Dance of Days, lançamento do novo cd (e eu já tenho o meu), "tava da hora", muito "bate-cabeça" e som nas alturas...rsrs..Está muito frio hoje também, mas nada que impeça a gente de sair de casa para ir a um bom show, cheguei em casa quase congelando na rua não dá pra ver 5 metros a frente, mas nada que estrague a noite.

Mais tarde é folga, já montei um pré-roteiro do que vou fazer amanhã, sim, vou lavar a alma, minha alma, com o som de: Feijão com Arroz, Granada, Detonautas, Dance of Days, Dead Fish e muitos outros. Vou aproveitar se fizer sol logo cedo, pra lavar logo cedo pra secar rápido, e entender que a alma pode ser livro, pensamento ou teorema...nada mais que força de expressão.

Vou dormir de alma lavada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Me encontra!!!

Se passa o tempo e tudo que se espera é encontrar aquilo que se procura. A gente faz na nossa mente a imagem perfeita de tudo aquilo que desejamos, vivenciamos e por fim esperamos o dia em que tal coisa acontecerá de fato, e esperamos...Se não for sonhos platônicos.Quando se encontra o ser tão desejado, vem a questão, como abordá-lo, como fazer parte do seu mundo, como chegar chegando sem incomodar, afinal, são tantas coisas pra falar em um só momento. Esperei bastante, observei em demasia, e por fim, nada mudou, aliás, mudou...sei que já sabe. Procurei em todas as esquinas, em todas as barracas, bares e ruas sem sucesso, mudei procurei no orkut e depois de muita canseira, enfim, encontrei, ufa! Quem dera que a facilidade de sentir fosse a mesma de falar.
Mas estamos em campo, a partida estar em andamento e não posso simplesmente ficar no empate, portanto, vamos aos dribles, pois hoje encontrei tudo o que mais procurei nestes últimos dias(neste mês), pena não ter sido antes. Antes me faltava coragem, hoje me falta oportunidade, mas estão começando a aparecer...tive no domingo a sensação de fracasso e de ter perdido algo que nem era "meu", procurei feito um louco por todos os lados e sentir tudo escorrer pelas minhas mãos, como é chata essa sensação...tudo muda e com toda razão...como dizia Renato Russo:- Fala demais por não ter nada a dizer...Eu tenho tanto a dizer e não consigo falar nada...nem Platão e nem Descartes...o impossível é só questão de opinião...e disso os loucos sabem...CBJR...afinal, foi em meio a multidão...o vento já tinha falado....aí sempre...só é feliz quem sabe o que quer...ou deixa eu te encontrar...

sábado, 7 de novembro de 2009

A Epopéia de um acidentado no Hospital e Maternidade São Leopoldo

Essa aconteceu comigo, por isso resolvi escrever aqui para que fiquem sabendo e evitem passar por isso.
No último domingo dia 01/11/2009 sofri um acidente de moto quando estava indo trabalhar, primeiro o resgate demorou praticamente uma hora pra socorrer, isso porque era domingo sete horas da manhã, mas não era o pior ainda, quando o resgate chegou e fez os primeiros socorros fui levado pra um hospital particular que atendia pelo convênio da empresa o Notre Dame, hospital que segundo os socorristas era um bom hospital, mera ilusão. Chegado no hospital fui atendido, primeiro o raio-x, exame de sangue...ia tudo normal, até...bem estava liberado pela ortopedista só uma tala de gesso na perna não tinha quebrado nada (menos mal), exame de sangue também estava ok agora só faltava o exame de urina, aí começou a dor de cabeça.
Resultado do exame: Sangue na urina. Indicação médica: Tinha que fazer uma ultrasonografia na região do abdómen, até aí normal.
Aí começou.......
O Hospital que é referência não tinha técnico no dia e nem no dia seguinte, daí falaram que ia transferir para um hospital que pudesse fazer no dia, quanto umas três horas tarde falaram que não ia ser preciso transferir,(isso porque podia ser algo grave "ainda bem que nao") resumo fui internado no próprio hospital só pra fazer uma ultra-som, sabe quantos dias durou isso quase quatro dias...palhaçada...o pior: no dia que era pra fazer o exame fiquei vinte e quatro horas em jejum isso mesmo, vinte e quatro horas. Saí do quarto que estava e desci pra sala e ainda tive que esperar uns 40 minutos pra ser atendido, quando retornei ao quarto minha prima foi perguntar se já ia poder comer, afinal eram vinte e quatro horas sem comer, sabe o que aconteceu, simplesmente sumiram com minha ficha do dia, aí não sabiam o que tinha prescrito pelo médico que ia ter que continuar em jejum, depois de muito cobrarem (minha prima e tia), falaram que o médico não tinha preenchido a ficha no dia só tinham a do dia anterior, depois falaram que pensaram que eu já tinha jantado, enfim muita confusão, e finalmente às 20:20 horas chegou a sopa. Detalhe a bandeja da janta só foi retirada do quarto no dia seguinte pela manhã depois do café, nisso já tinham lá a bandeja da janta e do chá.
A enfermeira Meire ruim demais passava informação errada pra minha prima, lia o prontuário de outro paciente dizendo que era o meu a amiga dela que a corrigiu na hora, isso porque ela era a responsável imagine as demais (Lucimary), sem contar que ela vivia discutindo com as outras na frente de todo mundo no corredor onde se faziam os exames, realmente péssimo pior que hospital público, duvido.
Na segunda quando tive que voltar lá pra tirar o gesso também não tinha técnico, então pra que pedem pra voltar naquilo lá. Pior o pronto socorro não tem ortopedista apartir das 19:00 horas, isso porque o hospital é "referência", como é fácil ser referência nesse país.
Hoje olhei na net no ivox e reclame aqui, e constatei que realmente o lugar é bem conhecido e as recomendações são as piores possíveis, então evitem porque como li no reclameaqui o lugar é um LIXO.
Se acidentar não é bom, ir pra rede pública é ruim agora se acidentar e ir pro Hospital São Leopoldo é péssimo, onde te internam quatro dias pra fazer uma ultra-som e tem um atendimento sem nenhuma qualificação e ainda é maternidade, leiam o reclameaqui e veram as referências deste lugar.

Ps: ainda temos que pagar por esse tipo de serviço.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Marcelo Camelo e Mallu Magalhães?!?!


Boatos confirmados. Mallu e Camelo juntos e assumidos.


Na noite do último sábado, 22, Mallu Magalhães e Marcelo Camelo assumiram o namoro depois de sairem juntos do show da cantora, com participação de Marcelo, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro.
Durante o momento em que dividiram o palco, os dois trocaram carinhos, o que deixou ainda mais evidente os muitos boatos que já vinham cercando os dois. A diferença de idade é o que mais chama atenção. Mallu, que tem apenas 16 anos, fez questão de deixar claro que a disparidade não atrapalha o relacionamento dela com Camelo, de 30 anos, segundo nota divulgada pelo no site do apresentador Leão Lobo. (Jornal A Tarde on line).


Em entrevista a Mallu se diz muito apaixonada pelo Marcelo Camelo.


A questão agora é a idade. Pedofilia?!


Veja que namorar ou beijar na boca não são crimes, mesmo se seu (sua) namorado(a) for maior de idade, pois não há uma lei dizendo que seja crime. Segundo a Constituição Federal, artigo 5°, II, ninguém é obrigado a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa senão por força de lei. Assim, se não há uma lei dizendo que isto ou aquilo seja um crime, é porque não é. O mesmo é dito de outra forma pelo artigo 1° do Código Penal Brasileiro - "não há crime sem lei anterior que o defina".


Dizem a boca pequena, que se fossem dois anônimos, seria pedofilia. Enfim os dois juntos, com muita mídia e ainda mais divulgação da mocinha (se bem não esteja mal ela, que diga de passagem canta muito bem), mas marketing é bom para os dois não?!?!


Que sejam felizes, pois a parceria vai além dos palcos....

domingo, 23 de novembro de 2008

Paradigmas cotidianos!


Passamos a vida a espera do amor de nossa vida, daquele bom emprego, carro, casa, etc... Mas, quase sempre não paramos para perguntar porque isso. Bem, estamos acostumados a seguir os padrões, as tradições sem questioná-las. Deve-se crer em Deus ou pelo menos em um, ou um universal, embora houvesse tempos em que não se devia crer em um Deus qualquer, e, sim, no Católico, pois, os outros eram diabólicos, e ainda existem os rótulos diabólicos entre religiões.

Bem porque crer que o amor existe? E o que é o amor? Pois, que percebo dois amores: o amor sanguíneo, assim o defino; aquele que é paternal, maternal, enfim, de parentesco. E o amor ilusório, ou seja, aquele que é o da paixão ardente, dos namorados. Costumo simplificá-los, em amor concreto e amor abstrato.

O amor concreto, por mim, é o maior, onde jamais se desfaz, é algo de si, um pedaço de mim que cresce, meu reflexo, minha perpetuação. Este sentimento nos leva a "exessos", pois os sentimentos nos leva a tal, como direi mais em frente. O amor concreto tem das relações humanas o póder de ser a mais bela de todas. Mas por que o poder antes já, de sê-la? Devido ao fato de vermos infanticídios, parricídios...porém, esses acontecimentos se devem ao uso desnecessario dos sentimentos, antes da razão, porém, não aniquila o horror e nem o merecimento do castigo, pois todo àquele que esquece de usar da razão deve e se dirige à punição. Esse amor maior, sanguíneo, é para minha concepção mais árduo, quando de ascendente para descendente, é perceptível que quando um descendente diz ter o amor maior do mundo, ele mente, enquanto descendente, todavia, logo que "ascende" passa o dobro do amor ter, dobro para causarmos dimensões numéricas hiperbólicas. Esta realmente se configura com a relação mais aplausível do ser humano, senão a única. Quem não se comove, por mais racionalista que seja, ao ver uma cumplicidade entre pais e filhos, e estes últimos quando crinça então, são esplendorosos. Mas para chegarmos a esse amor concreto necessita-se do amor abstrato, certo? Por que menor apreço? Logicamente sem um amor de paixão, não se consegue o concreto, porém, o amor abstrato enquanto tal, não é tão "aprazível", pois é feito de idéias, sentimentos, os quais nos traem, sendo impossível prová-lo. Como alguém leria sua mente? A não ser que acredite em cartomante, hipótese a qual não faço uso, pois não provas concretas, pois é impossível provar o abstrato, porque qualquer um pode falar o quer, dizer que sente o que não sente, ter uma oculta, você nunca saberá...E quando o amor abstrato traz um concreto, o abstrato continua abstrato, e pode ainda evaporar-se como um pensamento que vem a mente e de repente foge, aí dirá, -é que não te amo mais, a relação tá desgastada, e por aí vai. Já o concreto ficará em ambas as partes, ou pelos menos assim deve ser.

A realidade não é tão coerente assim, mas vale tentar...

"Você é o que pensa ser!"